quarta-feira, 25 de abril de 2012

25 de Abril


Foi a 25 de Abril de 1974, que Portugal terminou com uma ditadura que durara 48 anos, com um golpe militar, que rapidamente se transformou num movimento popular.
Vindos de todo o lado, sem saber ao certo o que acontecia, cidadãos paravam tranquilamente para ver o que os militares estavam a fazer.



Foi uma revolução tranquila, sem derramamento de sangue, embora tivessem existido momentos muito tensos, em que tudo poderia ter dado para o torto. O ataque ao Quartel do Largo do Carmo, em Lisboa, foi um desses momentos.

25 de Abril de 1974 - Largo do Carmo, Lisboa

Portugal era um país extremamente pobre, isolado e enfraquecido por uma longa guerra colonial, sem liberdade de expressão, com prisioneiros políticos e uma polícia secreta que perseguia aqueles que tinham uma opinião divergente do governo. As eleições eram uma farsa e poucos tinham o direito de votar. As fracas condições económicas da maioria da população forçavam à emigração . O acesso ao ensino superior era fortemente condicionado. As mulheres não tinham direitos nenhuns; em solteiras eram tuteladas pelo pai, em casadas eram tuteladas pelo marido; até para se empregarem necessitavam da permissão do marido.


O 25 de Abril faz uma separação no tempo: o "antes do 25 de Abril" e o "depois do 25 de Abril". Felizmente, com a Revolução dos Cravos de 1974, as condições alteraram-se e em poucas décadas Portugal tornou-se um país moderno, com liberdade e direitos civis. Ainda estamos longe das condições sócio-económicas do Norte da Europa, mas quem conheceu o Portugal de antes do 25 de Abril, não quer voltar atrás.

terça-feira, 24 de abril de 2012

Miguel Portas
1958-2012

Faleceu hoje, dia 24 de Abril de 2012.



Economista e activista, Miguel Portas começou a carreira no jornalismo como redactor do Semanário 'Expresso', em 1981, onde esteve durante 14 anos. Em 1995 integrou a equipa fundadora da revista 'Já' e 'Vida Mundial', que dirigiu até 1999. Foi co-autor e apresentador de duas séries documentais na RTP: 'Mar das Índias', em 2000; e 'Périplo', 2004. Escreveu ainda três livros de crónicas e reportagens que retratavam precisamente os anos em que viajou pelo Mediterrâneo para estes programas de televisão.

Aos 15 anos, durante a ditadura do Estado Novo, assumiu-se um defensor da democracia e chegou a ser preso pela PIDE. Anos mais tarde, já em 1974, tornou-se militante do PCP, com o qual viria a romper em 1991 em protesto contra o apoio do partido ao golpe de Estado na União Soviética. Juntou-se ao grupo Plataforma de Esquerda que, em 1994, mudou de nome para Política XXI. Cinco anos mais tarde, juntamente com o PSR, a UDP e um grupo de independentes, nasceu o Bloco de Esquerda, onde militou até morrer.

Em 1999, Miguel Portas apresentou-se como cabeça-de-lista do Bloco nas primeiras eleições europeias em que o movimento recentemente criado participou. Teve 1,74% dos votos.

Já em 2004 foi eleito para o Parlamento Europeu, onde desde 2009 integrava a Comissão de Orçamento com as funções de vice-presidente da Comissão Especial do Parlamento Europeu para a Crise Financeira, Económica e Social.

Em 2010 recebeu um diagnosticado em Bruxelas que viria a ser fatal: cancro do pulmão. Foi submetido a uma intervenção cirúrgica em Portugal mas nunca abandonou as suas funções de eurodeputado.

Miguel Portas, nasceu a 1 de Maio de 1958, em Lisboa, filho de Nuno Portas e Helena Sacadura Cabral e irmão de Catarina e Paulo Portas, ministro dos Negócios Estrangeiros e líder do CDS, precisamente a força política rival do BE. Passou parte da infância no Porto, onde esteve entregue aos cuidados do pai, enquanto o irmão, Paulo Portas, ficou em Lisboa com a mãe.

Regressou a Lisboa para estudar e aos 13 anos conheceu Francisco Louçã durante uma Assembleia de Estudantes na escola secundária, numa relação de amizade que se manteve até hoje, dia em que o dirigente do BE enaltece a força e a determinação de Portas nas redes sociais, com uma mensagem de apoio: “Viveu a vida intensamente e com gosto. Foi dirigente do Bloco e eurodeputado até ao último momento. Incentivou-nos da cama do hospital. Combinou a sua viagem que faltava, à Birmânia, e que nunca fará. Despediu-se dos filhos”. Miguel Portas tinha dois filhos.

“Encarou a sua própria doença como fazia sempre tudo, da política ao jornalismo: de frente e sem rodeios. Teve uma vida intensa e viveu-a intensamente. Durante toda a sua doença continuou sempre a cumprir as suas responsabilidades e estava, neste preciso momento, a preparar o relatório do Parlamento Europeu sobre as contas do BCE”, escreve a Comissão Política do Bloco de Esquerda em comunicado, anuciando para os próximos dias uma homenagem solene ao seu membro-fundador.

sexta-feira, 6 de abril de 2012

Páscoa


Amanhã é Domingo de Páscoa. O dia vai ser passado em casa da minha filha, com o resto da família, por isso não vou colocar posts. Assim, não quero deixar passar esta época sem desejar uma Páscoa muito Feliz e apenas passo por aqui para colocar os meus votos.


quarta-feira, 4 de abril de 2012

Orquideas


Este ano as orquídeas que estão na janela da cozinha,  não deram flores. Não sei qual a razão, mas a verdade é que apenas apresentam as folhinhas verdes na base do caule. Fiquei triste, e lembrei-me como elas estavam bonitas no ano passado. 




Resolvi ir ver as fotografias que estavam arquivadas e postei algumas para recordação.



Aqui está um pormenor de umas das flores do ano passado.


Realmente não percebo o que aconteceu com elas.
Este ano estão assim:





Não se vê muito bem, porque a luz está fraca, mas o pauzinho é apenas o apoio que utilizei no ano passado, para apoiar o crescimento dos caules. Ficou no vaso, porque pensei que este ano iria ser necessário novamente.

terça-feira, 3 de abril de 2012

Uma ideia

Há algum tempo comprei um saco com cerca de 50 velinhas pequeninas. O saco tem estado guardado numa das gavetas da cozinha, e sempre que precisava de uma vela, lá ia eu à gaveta.
Ora, no Domingo passado, passei por uma loja que vendia frascos com diversos feitios engraçados, e comprei um frasco baixo e largo, com tampa, só porque gostei dele, e sem ideia nenhuma de como o iria utilizar.
Pelo caminho, vim a pensar qual a função a dar ao frasco, pois embora goste de coisas bonitas, só porque são bonitas, também gosto de lhes dar utilidade. E, quando cheguei a casa, já tinha uma ideia: esta que a seguir apresento






Foi ou não foi uma boa ideia? Gostei do efeito. Está mais à mão para usar e ainda enfeita a mesinha.

segunda-feira, 2 de abril de 2012

Aproveitar um espaço vazio

Dois móveis do IKEA


Tinha uma parede, na cozinha, entre o móvel do lava-loiça e a passagem para a zona de refeições, que estava vazia e sem graça e eu não tinha a menor ideia de como aproveitar aquele espaço.  Esta aqui, onde já estão os dois móveis. Esqueci-me de tirar fotografias de como estava anteriormente.
Quando fui ao IKEA, encontrei meio escondido, numa das casas de banho em exposição, um destes pequenos móveis. Estava pintado de preto, e a cor não me agradava pois a minha cozinha é em creme, mas não foi algo que me assustasse. Pus-me logo a pensar que uma lixadela e um spray da cor que eu gostava daria bom resultado e ficaria bem naquele espaço vazio.


E se assim pensei, assim fiz, e o resultado é este que aqui mostro. Ficou muito bem e aproveitei para colocar algumas coisas mais "à mão" .


Comprei também dois cestos de verga quadrangulares brancos, que lá estavam à venda, e eram mesmo do tamanho para o espaço entre as prateleiras. Num dos cestos guardo as cebolas, no outro as batatas.
Ficou mesmo o que eu queria.

Dia da Conscientização do Autismo


autismo é mais conhecido como um problema que se manifesta por um alheamento da criança ou adulto acerca do seu mundo exterior encontrando-se centrado em si mesmo ou seja existem perturbações das relações afectivas com o meio.
A maioria das crianças não fala e, quando falam, é comum a ecolalia (repetição de sons ou palavras), inversão pronominal etc..
O comportamento delas é constituído por actos repetitivos e estereotipados; não suportam mudanças de ambiente e preferem um contexto inanimado.
O termo autismo se refere às características de isolamento e auto-concentração das crianças.
O autista possui uma incapacidade inata para estabelecer relações afectivas, bem como para responder aos estímulos do meio.
É universalmente reconhecida a grande dificuldade que os autistas têm em relação à expressão das emoções.

Características comuns do autista:
  • Tem dificuldade em estabelecer contacto com os olhos,
  • Parece surdo, apesar de não o ser,
  • Pode começar a desenvolver a linguagem mas repentinamente ela é completamente interrompida.
  • Age como se não tomasse conhecimento do que acontece com os outros,
  • Por vezes ataca e fere outras pessoas mesmo que não existam motivos para isso,
  • Costuma estar inacessível perante as tentativas de comunicação das outras pessoas,
  • Não explora o ambiente e as novidades e costuma restringir-se e fixar-se em poucas coisas,
  • Apresenta certos gestos repetitivos e imotivados como balançar as mãos ou balançar-se,
  • Cheira, morde ou lambe os brinquedos e ou roupas,
  • Mostra-se insensível aos ferimentos podendo inclusive ferir-se intencionalmente.

O tratamento do autismo vai depender da gravidade do déficit social, de linguagem e comportamental que o indivíduo se encontra. Existem diversas abordagens, algumas muito melhor embasadas cientificamente que outras. Pais insatisfeitos com os resultados
Em crianças pequenas, a prioridade do tratamento normalmente é o desenvolvimento da fala, da interação social/linguagem, [[educação especial]] e suporte familiar. Já com adolescentes, o tratamento é voltado para o desenvolvimento de habilidades sociais necessários para uma boa adaptação, desenvolvimento de habilidades profissionais (terapia ocupacional) e terapia para desenvolvimento de uma sexualidade saudável. Com adultos, o foco está no desenvolvimento da autonomia, ensino de regras para uma boa convivência social e manutenção das habilidades aprendidas.
De um modo geral o tratamento tem 4 objectivos:
  1. Estimular o desenvolvimento social e comunicativo;
  2. Aprimorar o aprendizado e a capacidade de solucionar problemas;
  3. Diminuir comportamentos que interferem com o aprendizado e com o acesso às oportunidades de experiências do quotidiano;
  4. Ajudar as famílias a lidarem com o autismo.
Os indivíduos com autismo têm uma expectativa de longevidade normal, porém sua agressividade, dificuldade de pedir ajuda e dificuldade em obedecer regras podem ser perigosos. Algumas formas de autismo grave exigem acompanhamento pelo resto da vida para evitar situações de risco.
O autismo é um transtorno nunca desaparece completamente, porém com os cuidados adequados o indivíduo se torna cada vez mais adaptado socialmente. Intervenções apropriadas iniciadas precocemente podem fazer com que alguns indivíduos melhorem de tal forma que os traços autísticos ficam imperceptíveis para aqueles que não conheceram a trajetória desenvolvimental desses indivíduos. O diagnóstico precoce do autismo permite a indicação antecipada de tratamento.
Um tratamento adequado deve levar em consideração as comorbidades (ou seja, outros transtornos associados a cada caso) para a realização de atendimento apropriado em função das características particulares do indivíduo. Exemplos de comorbidades incluem Transtorno obsessivo-compulsivo e problemas de aprendizagem.
A terapêutica pressupõe uma equipe multi e interdisciplinar – tratamento médico (pediatria e psiquiatria) e tratamento não-médico (psicologiafonoaudiologiapedagogia e terapia ocupacional), profissionalizante e inclusão social, uma vez que a intervenção apropriada resulta em considerável melhora no prognóstico.
O sucesso do tratamento depende não só do empenho e qualificação dos profissionais que se dedicam ao atendimento destes indivíduos, como também dos estímulos feitos pelos cuidadores no ambiente familiar. Quanto mais os cuidadores souberem sobre o tratamento do autismo, melhor para o desenvolvimento global da criança. Dentre os fatores mais importantes para o prognóstico do funcionamento social geral e desempenho escolar destacam-se o nível cognitivo da criança, o grau de desenvolvimento na linguagem e o desenvolvimento de habilidades adaptativas, como as de auto-cuidado.
A demora no processo de diagnóstico e aceitação é prejudicial ao tratamento, uma vez que a identificação precoce deste transtorno global do desenvolvimento permite um encaminhamento adequado e influencia significativamente na evolução da criança.
Os atendimentos precoces e intensivos podem fazer uma diferença importante no prognóstico do autismo.
O quadro de autismo não é estático, alguns sintomas modificam-se, outros podem amenizar-se e vir a desaparecer, porém novas características poderão surgir com a evolução do indivíduo. É aconselhável avaliações sistemáticas e periódicas.

domingo, 1 de abril de 2012

Dia das mentiras